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Com o início da luta armada de libertação nacional, em Fevereiro de 1961, as autoridades portuguesas não autorizaram o desfile livre do Carnaval
em Angola. Os poucos grupos carnavalescos e turmas que se atreveram a desfilar foram espancados pela polícia araraquara e pela polícia militar sipera nzipi. 
O mesmo sucedeu em 1962. Num desses anos, criou-se o grupo carnavalesco “escola do semba” constituído maioritariamente por músicos, filhos de músicos e descendentes de foliões da Cidrália e dos invejados. Tinham como líder José Oliveira Fontes Pereira, que criou as canções, ensaiou os grupos vários meses para desfilar no Carnaval seguinte. No entanto, o Grupo somente podia desfilar desde a sua sede, junto á igreja de S. Paulo até à Anangola, no início do Bairro Operário, junto do Bairro do Cruzeiro, onde a policia puxou por cassetes e castigou todos os bailarinos que não puderam fugir, sob ameaça de fogo. Há quem afirme que foi junto aos carneiros, no bairro Operário, mas há ainda varias testemunhas oculares que não concordam com esta versão, por estarem presentes no momento. A meio da década de 60, o centro de informação e turismo de Angola (CITA) criou regulamentos e junto das câmaras municipais, dinamizou um Carnaval ao seu jeito e para defesa das suas conveniências. Proibiram o uso das mascaras entre os elementos de cada grupo, passando a exigir que o desfile principal fosse na avenida da marginal, chamada então Paulo Dias de Novais, incrementaram então os corsos, corsos carnavalescos, corsos alegóricos que desfilavam nos espaços que separavam os grupos carnavalescos e incentivaram cada vez mais as festas de salão, entre outras acções.  Nesse período, depois de Luanda, só o Carnaval de Lobito, na província de Benguela, se destacou, chegando a ser considerado o mais animado e mais organizado Carnaval de Angola. A câmara municipal fazia desfilar, na bela restinga e desde o início do Porto do Lobito à colina da saudade todos grupos de Carnaval e corsos alegóricos, para além dos guerreiros da fuba e banhos de ampulheta, das residências circunvizinhas.
As festas de salão, foram nessa cidade as mais animadas. Artistas e conjuntos musicais foram contratados do Huambo, Lubango e Luanda, para animar ao longo de 10 anos, os bailes de Carnaval de Lobito, Catumbela e Benguela. Deste modo, de todos os pontos do país, caravanas de automóveis dirigiam-se para lobito durante o período de Carnaval. Toda essa movimentação termina abruptamente com a revolução dos escravos, a 25 de Abril de 1974. Em 1975, ainda se tentou realizar o Carnaval nalgumas províncias, mais já não havia condições para isso.
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